sábado, 31 de outubro de 2009

Papai Noel, a rainha Elizabeth suburbana!


Pois bem pessoal, o natal está chegando aí. Por esse motivo resolvi revelar-lhes um segredo que venho guardando há alguns anos, sei que vou destruir o imaginário de muitas crianças, tenho consciência disso, mas tenho que falar a verdade, já não posso mais suportar ser conivente com essa mentira. Papai Noel é HOMESSEXUAL.

Sinceramente, nunca engoli essa história de “viadinho voador”, sem falar naquele “vermelho cabaret”, que não se vê nem nos piores prostíbulos do mundo. Podem analisar que esse tal de Santa Claus tem um estilo muito alternativo para um velho. Hein? Cinto por cima da roupa, botas pretas no joelho, parecendo uma ex-paquita falhida, sei não.

Não deveria estar falando isso, mas tudo ocorreu da seguinte forma:

Numa bela noite de Natal, eu estava lá trancado no meu quarto só esperando o Papai Noel vir trazer meu presente, apesar de me falarem da inexistência do mesmo, eu ainda tinha dentro da minha cabeça a certeza de que ele viria. Certeza pela qual me senti motivado a ficar a noite toda acordado, aguardando o tão esperado momento, queria pegá-lo no ato.

De repente, lá pelas três da madrugada, comecei a ouvir uma musica bastante animada, o som vinha na direção da minha janela, logo pensei: “será que é Papai Noel chegando?”, sim era ele, e suas renas cantavam em coro “I will survive” ( prefiro nem comentar sobre isso... ehehe). Imaginava que iria ver um velhinho todo bonitinho, que nada, chegou aquela coisa toda espalhafatosa gritando pela rua, fazendo escândalo. Confesso que fiquei até com medo.

Quando passava pela minha janela, uma das renas a “empinadora” (nem quero saber o porquê desse nome. Heheheh) gritou ao Papai Noel, que uma criança estava vendo tudo da janela, sim, era eu. No mesmo momento Papai foi se aproximando, chegando mais perto, fiquei cara a cara com aquele velho todo maquiado, todo montado, aquele blush super vermelho e aquela base quase branca, mas parecia a rainha Elizabeth suburbana.

Então do nada, ouviu aquela voz estridente no meu ouvido dizendo: “OLHA BEEEEEEEEEEEEEEXA, SE VOCÊ FALAR ALGUMA COISA COM ALGUÉM EU TE DOU UMA NAVALHADA NA CARA, E AINDA DEIXO VOCÊ SEM PRESENTE!”, naquele momento fiquei em choque, imaginem uma criança ouvir isso do Papai Noel, fiquei traumatizado, não consegui superar isso, e como criança materialista que fui tinha medo de contar e ficar sem presente, só esperava o momento de atingir a maioridade (que é quando o Papai Noel deixa de vir) pra poder revelar isso ao mundo, e me libertar de segredo que remoia dentro de mim. Por isso lhes digo, caso eu suma na noite de natal deste ano, peço que não me procurem mais, pois estarei morto a navalhadas, e a maldição da navalhada de Papai Noel terá se cumprido...

Alex D.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O Fenômeno da Desova

Olá pessoal !!!

Hoje estou aqui pra explicar para vocês o fenômeno da desova, não... Não é uma aula de biologia! Podem ficar despreocupados. Estou fazendo este post com o propósito de ajudar todos aqueles (que assim como eu) estão enfrentando esta DURA temporada da desova.

A desova è um fenômeno que acontece tanto com homens quanto com mulheres, geralmente ela aparece de tempos em tempos, e logo passa. Mas ultimamente venho sofrendo, e percebo que alguns amigos sofrem também com esta triste temporada de desova. Logo decidi escrever este post para orientá-los da maneira correta de como lidar com esse fenômeno.

O primeiro sintoma da desova pode ser percebido logo quando a pessoa começa a mudar o seu vocabulário, inserindo no mesmo, palavras de baixo calão com conotação sexual. Não se preocupe! Essa é apenas a fase inicial, quem vem precedida de uma fase intermediária, identificada no momento em que você vê todas as pessoas ao seu redor de forma diferente, você começa a ver tão a fundo essas pessoas que às vezes o seu pensamento vai ao útero dela.

Se após essas duas fases você não realizar a etapa do acasalamento, você corre sérios riscos de chegar à fase crônica da desova, denominada “O FENÔMENO DA DESOVA”, isso mesmo, é crônica, não tem cura. Essa fase caracteriza-se principalmente pela necessidade excessiva de acasalamento, sendo que o mesmo não satisfaz “o desovado crônico”, a não ser que seja com várias pessoas diferentes, e se possível ao mesmo tempo.

É triste a vida de um desovado crônico, pois ele sofre, sofre muito. Por isso decidi criar o DCA (desovados crônicos anônimos), com terapias de sexo grupal, o desovado vai poder botar pra fora toda a angústia causada pelo fenômeno da desova. Então se você é um desovado crônico junte-se a nós, saberemos orientá-lo da melhor maneira possível. Lembrando que o (a) desovado (a) crônico (a), geralmente é alto (a), tem um corpo legal, beija bem, e faz sexo sem compromisso. Caso você não possua essas características, pode ficar despreocupado (a), você não é um DCA, por isso está dispensado (a) de freqüentar as reuniões diárias do DCA.




Alex D.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Meu perfil empreendedor

Olá pessoal!

Vocês sabem que a vida está difícil, e que é preciso encontrar alternativas para poder ganhar dinheiro. É por isso que eu estou aqui escrevendo este post, preciso da ajuda de vocês, estou iniciando um novo negócio e gostaria que vocês, como meus amigos, fossem meus primeiros clientes. É bom que fique claro que vocês não receberão o produto adquirido logo de início ( nem eu quero isso), mas tenho a certeza de que quando estiverem desfrutando dos benefícios que este produto lhes trará, tenho a certeza que se lembrarão de mim e não se arrependerão da compra efetuada.

Vamos ao que interessa, o produto. Ou melhor, o investimento, pois não se trata apenas de um produto, mas sim de um investimento a longo prazo. Não sou pioneiro no ramo, mas apresento o meu diferencial, que contará bastante no momento da escolha junto ao cliente. Já tem muita gente oferecendo os mesmo serviços que eu no mercado, mas tenha certeza, que nenhum deles oferece os planos que eu venho ofertar. Esse mercado de vendas de lotes no céu já existe há vários anos (séculos para ser mais preciso), mas algo sempre me intrigou: “Por que somente as instituições religiosas podem ofertar esse serviço?” não me conformava em deixar todo esse nicho mercadológico nas mãos de entidades de cunho religioso que nada faziam para melhorar a qualidade do serviço oferecido. Venho com uma proposta inovadora, arrojada. Tentei, nas descrições que apresentarei a seguir montar planos que possam se adequar tanto para o cliente “basic” quanto para o cliente “master”:

Plano basic:

O plano basic é destinado àqueles clientes de baixa renda, que não dispõe de recursos para adquirir um plano mais caro e completo, mas que não dispensam o conforto de morar bem. (possíveis vizinhos que você terá nesse plano: Karl Marx, São Francisco de Assis, Madre Tereza de Calcutá, Garrincha...)

Plano medium:

O plano médium foi desenvolvido, como o próprio nome já diz, para pessoas de classe média, ele realmente fica no meio termo. Não oferece a hidromassagem do “master”, mas supera o “chuveirinho” do “basic”. (possíveis vizinhos: Ex: BBBs , Sub-celebridades, Irsilene Stefanely, Mulheres “vegetais”...)

Plano master:

O plano master foi exclusivamente desenhado para pessoas que arrotam glamour, ela está localizado bem na porta do céu, juntinho à São Pedro. Trata-se de um condomínio fechado com vigilância 24 horas por dia, todos os apartamentos dispões de um sofisticado sistema de resfriamento central, alem do “beach park”, e também do salão de jogos e de ginástica. (possíveis vizinhos: Alicinha Cavalcanti, Christian Dior, Clodovil Hernandes, Narcisa Tamborindeguy, Lady Di...)

Lembrando que depois de efetuado o pagamento, será emitido um recibo juntamente com toda a documentação legal para que você não sofra transtornos na hora de receber o imóvel, visando a realidade brasileira, já estamos trabalhando com formas de financiamento pela caixa econômica (validas apenas para o plano basic), e também por meio de consorcio (nessa forma, caso seja contemplada, a pessoa muda-se imediatamente), já pra o plano “master” a única forma de pagamento é à vista, através de transferência bancária. Os planos foram apresentados, agora basta você escolher o que mais lhe convém!





Alex D.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O "back" da Alice




Caros leitores, eu sempre quis (apesar de não parecer) que este Blog tivesse alguma utilidade na vida das pessoas, seja mostrando algum problema social de forma irônica ou até mesmo cômica, ou simplesmente desvendando grandes enigmas da humanidade. Neste post decidi não fazer nenhum tipo de brincadeira ou piada, venho relatar com seriedade o resultado de anos de pesquisa, que a partir desse momento mudaram a forma como VOCÊ vê uma conhecida personagem do fabuloso mundo de Walt Disney, Alice.

Muitos de nós crescemos assistindo às animações dos estúdios de Walt Disney, achando tudo aquilo fantástico, maravilhoso, pois bem, observando uma história bastante famosa percebi que a princesa na verdade sempre teve sua face bruxa, isso mesmo, Alice, aquela tal que dizia ir ao país das maravilhas. Uma “safada”, uma “viada escrota”!!! ( desculpem-me pelos excessos, mas não consigo me conter diante de tamanha safadeza daquela “brisada”). Vou lhes contar agora o caso de um amigo, que no momento prefiro não revelar o nome por questões pessoais:

Desde pequeno ele sempre foi apaixonado com a história da Alice no país das maravilhas, não se sabe por que, mas apesar de ter sido uma criança amável hoje ele se encontra jogado no submundo dos vícios. (sei que vocês podem estar achando estranha essa historia, aguardem e irão ver que tudo se encaixa perfeitamente). Ele cresceu, mas sua fascinação por aquele “inocente” desenho continuava algo tão forte que tomava conta do seu ser. Sua iniciação nesse mundo obscuro de vícios foi com um humilde chá de cogumelo ( isso mesmo, assim como aquele cogumelo que aparece no filme, e faz com que a Alice tenha o poder de crescer e diminuir, lindo não?), até ai tudo bem. Com o tempo ele começou a se interessar também por Narguile ( tiveram um dejavu? Se não, eu refresco-lhes a memória, durante sua perambulação pelo “país das maravilhas” Alice encontra uma centopéia, [que fofo não é?] e o que esta centopéia faz enquanto conversa com Alice? Não sabem? Pois é, dá ofegantes baforadas em um Narguile).

Agora muitos diriam que não tem nada a ver os vícios do meu amigo com a história da Alice, pois bem, digo-lhes mais, esse meu amigo também é viciado em jogar um carteado, já chegou a passar dois dias ininterruptos numa mesa de cassino (essa é antológica! muitas cenas em que Alice dialoga com cartas falantes, que se apresentam felizes, mostrando que o jogo é algo muito bom. Como a Alice é legal, não é?). Esses são apenas alguns exemplos para mostrar com essa safada dessa Alice consegue levar as crianças para o mundo das drogas e dos vícios, chego a sustentar a tese que o narcotráfico só chegou aonde chegou porque sempre teve a ajudinha da Alice fazendo a cabeça dos futuros consumidores. Nisso Alice se mostra uma maravilhosa publicitária, digna quem sabe de um “leão de ouro” em Cannes.

Mas cá pra nós, Alice puxou um “back” dos fortes para ter aquelas brisas todas, hein. È gato risonho, coelho com relógio, carta que fala, lebre que toma chá... é tanta coisa que nem nos tempos de Woodstock conseguiram chegar a tal nível de “viagem”.

Alex D.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Um Conto Erótico

“Todo autor que se preze tem um conto erótico, como não poderia deixar de ser, resolvi então fazer o meu conto erótico. Lembrando que ao longo do caminho para o desenvolvimento desse conto coloquei algumas observações, indagações, dúvidas que vinham na minha mente no decorrer da escrita.”



Desde muito pequeno sempre fui encabulado com as coisas que me rodeavam, queria saber o porquê de tudo, era bastante indagador. Criatividade também era o meu forte, olhava um lugar e logo imaginava uma cena, ás vezes boa, outras nem tanto, era tamanha a realidade que via nesses meus devaneios que chegava a me assustar em meio a minha própria imaginação (muito fértil por sinal).

Cresci me formei e hoje sou escritor, não dos mais renomados, é claro, mas dos que conseguem sobreviver do próprio trabalho. Sempre dediquei meu tempo à criação de personagens, enredos, diálogos longos e ao mesmo tempo dinâmicos e sufocantes. E enquanto me preocupava em inventar novas vidas deixava que a minha passasse sem que eu notasse, sequer relatei qualquer acontecido durante todo esse longo período que escrevo.

Hoje num súbito de momento resolvi falar de mim, da minha vida, das minhas experiências, não sei se será interessante, mas como tinha que escolher uma situação para descrever, optei por um dia que me marcou profundamente no auge dos meus 20 anos.

Sempre fui aquele garoto do tipo certinho, e isso talvez tenha me afetado um pouco, quando encontrei uma namorada que adorava tudo que fugisse ás regras:

- Já sei o que vamos fazer hoje! – disse ela.

- O quê? Me diz o que está se passando nessa cabecinha.

- Ahmmmmmm. Já tem algum tempo que a gente ta namorando...

- Quatro meses.

- Isso. E quatro meses já é bastante tempo, e em todo esse tempo nunca tivemos algo mais á fundo, sabe? Então pensei que estivesse na hora de nos conhecermos mais. Se é que você me entende...

- Você fala de sexo?

- Justamente, você não acha que já está na hora?

- Acho que já esta sim, mas como eu já havia lhe dito antes, na minha casa não tem jeito, meus pais sempre estão lá, e eles não aceitariam isso dentro de casa. Na sua nem se fala, sua mãe a excomungaria. (risos)

- É você tem razão. Por isso que decidi que nós vamos à um motel!

- O quê? Motel? Nunca.

- Isso mesmo, motel, e nós vamos sim, deixa de ser chato, vai se arrumar que eu te espero no carro.

Naquele momento fiquei sem reação, ela foi tão incisiva, que não havia como ser contrário à sua decisão, mesmo com um pouco de repulsa decidi ir. Terminei de me arrumar, desci e encontrei-a já no carro, um pouco impaciente pela minha demora. O caminho para o motel foi torturante, naquele momento minha imaginação borbulhava, minhas velhas manias de infância vinham à tona, comecei a imaginar milhares de coisas.

Quando chegamos à porta do motel “Cê ki sabe”, parece que os pensamentos me dominaram de vez. Ao passar pela entrado, quando fui pedir o quarto à recepcionista, começava a ver o que se passava pelos pensamentos dela, a via falando com meus amigos coisas horríveis sobre mim, ela ria tão alto, mais tão alto que me assutava...

- Quarto 302, senhor. Senhor? Senhor?

- Oi. - De súbito já me perdia, não sabia nem mesmo onde estava.

Subimos ao 302, eu ainda receoso, tentava me parecer o mais calmo possível, mas sabia que muito ainda viria a acontecer naquela noite.

- Amor?

- Ahm...

- Chegamos ao quarto, pode entrar. Ou vai querer começar daí dá porta mesmo?

Entrei. Logo fomos para a cama, e deitados os dois olhando para aquele imenso espelho no teto começamos a conversar sobre nossa relação. Sinceramente, não sei dizer uma palavra do que ela disse, naquele momento começava a passar mais imagens na minha mente, comecei a ver vários casais em cenas inenarráveis, aquele cheiro de bunda que exalava dos coberotres cortava todo o clima que poderia vir a existir. Tentava fingir o mínimo de interesse que fosse, mas não conseguia imaginar-me naquela cama imunda. Numa tentativa de ainda rolar algo produtivo na noite, pegue-a pelo braço e levantamos.

- vamos para a banheira!

- Tudo bem, se prefere algo diferente, então vamos.

As coisas começaram a esquentar dentro da hidromassagem, já estávamos bem avançadinhos, até que por um infortúnio do destino, vejo saindo do ralo uma “mega” tocha de cabelo sabe lá de quem, algo nojento. Pensei de inicio que fosse mais uma piração da minha cabeça, mas quando levei a mão e a levantei, percebi que era real. Vendo aquilo, só me lembro dela levantando e correndo.

- ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh. O que é isso? Que nojo, joga isso fora.

Não hesitamos em sair rapidamente daquele lugar, para minha calma e sossego estávamos enfim indo embora. Acabou que a primeira noite tão previamente planejada, aconteceu mesmo dentro do carro, no aperto de um Fiat 147, em números de dar inveja a qualquer contorcionista. Poderia ser cômico, se não tivesse sido trágico.

Nesse pequeno episodio que falei sobre mim, descobri que enquanto procurava por um personagem complexo, me matando para construir uma analise psicológica digna de uma obra Machadiana, na minha própria vida já existia um muito mais bem construído e estruturado do que qualquer outro, EU.

Alex D.

terça-feira, 28 de julho de 2009

O livro do ano


... Estou de volta


Pois bem caros leitores, olha eu aqui de novo. E não poderia deixar de marcar esse recomeço conversando com uma velha conhecida nossa, que causou grande reboliço em sua última entrevista para este Blog, Chapeuzinho Vermelho.

Após revelações bombásticas sobre sua intimidade, chegando mesmo a nos dizer detalhes da sua vida pessoal, ela volta à tona, assim como a maioria das celebridades Chapeuzinho teve seu auge, mas atualmente ela vem perdendo espaço na mídia para personagens mais interessantes, com mais glamour, mais ação, alguns críticos já a conceituam como pertencente á classe de sub-celebridade, juntamente com ex-BBBs e capas de Playboy (anos 80).

A própria Chapeuzinho admite está um tanto esquecida pela mídia, mas afirma que já contratou uma equipe de profissionais que a relançaram no mercado, inspirada pela amiga e confidente Bruna Surfistinha, a qual ela conhece de longa data (não vem ao caso de onde no momento), Chapeuzinho decidiu largar a literatura infantil e como primeiro ato do seu retorno ela lançará uma autobiografia,onde contará tudo e mais um pouco, desde sua infância e adolescência na casa da “Vovózinha” até ao exílio, quando foi chamada de comunista. Pedi a Chapeuzinho que liberasse um pequeno trecho da sua Biografia que em breve estará à vendo em todo Brasil:

“Lembro como se fosse hoje da época em que fiquei exilada em Paris, foram anos difíceis aqueles. Imaginem que fui considerada comunista por causa do “vermelho”. Eu gostava de morar na França, fiz grandes amigas no tempo em que trabalhei no “Moulin”, mas algo ainda me entristecia, eu fui praticamente extinta de todas as livrarias, bibliotecas e escolas brasileiras, sentia dentro de mim que o imaginário das crianças carecia das minhas histórias [...] depois do espetáculo daquela noite veio a grande idéia, a melhor maneira de me fazer renascer era criando uma adversária para mim, eis que surge “Chapeuzinho Amarelo”, sei que vocês devem estar espantados nesse momento, afinal eu nunca revelei esse segredo à ninguém e ao contrário do que especulava os tablóides da época, eu e a “Amarelo” nunca fomos inimigas [...] a verdade é que éramos uma só.”

Essa foi só uma mostra do que podemos aguardar desse fabuloso livro, que vem pra se tornar um divisor de águas na carreira de Chapeuzinho Vermelho.

E é bem provável que se torne um Best-Seller.

Alex D.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

A face oculta de Chapeuzinho Vermelho!


Pois bem, retornei,

Hoje venho aqui para tentar desvendar um mistério que sempre me encabulou. Desde criança nunca entendi direito o caso da nossa conhecida "CHAPEUZINHO VERMELHO", não sei por que, mas eu sentia que ela escondia uma grande segredo que era contado através das entrelinhas, subliminarmente.

Decidi então por uma questão de honra, procurar a Chapeuzinho e pedir que ela esclarecesse minhas dúvidas em realção ao seu passado. Após uma descontraída conversa, e alguns cálices de vinho, Chapeuzinho começou a se soltar, ao tempo que me contava como tudo havia acontecido realmente:

AD: Pois bem Chapeuzinho, nunca entendi direito esse negócio de lobo mal, de vovozinha, lenhador. sempre achei bastante estranho tudo isso, diga a verdade para mim, conte me tudo não me esconda nada.

CV: Olha Alex, só vou falar porque tenho plena confiança em você(chapeuzinho me olha provocante), e sei que você não iria expôr essa questão tão difícil pra mim (chapeuzinho se emociona) diante de todos. Pra ser sincera, essa história que contam ai sobre mim é tudo mentira, nada aconteceu daquele. (chapeuzinho pede mais um drink).

AD: Sim, como eu te disse sempre desconfiei. Mas se não é da forma que sabemos, como é então sua verdadeira história?

CV: Primeiramente eu odeio esse nome cafona que criaram pra mim, você não acredita que eu era louca de sair andando por aí, parecendo uma retardada no meio de uma floresta para fazer favor pra minha mãe, que por sinal me batia muito, e ainda por cima pra levar doces pra minha vó? é claro que eu não fazia isso né.

AD: Tô perplexo. Mas como surgiu esse boato então?

CV: Nem te conto. Foi assim, eu era muito fogosa (seu olhos brilham) quando estava nessa idade,adolescente já viu né? Então eu inventava essas histórias pra minha mãe, pra ir encontrar meus namoradinhos na "casa da vovó", se é que você me entende.

AD: Mas a sua vó compactuava com isso?

CV: (risos) Nossa Alex, como você é inocente meu bem, quando eu digo a "casa da vovó" não entenda no sentido literal da palavra. A "casa da vovó" é na verdade uma casa de moças de família, que ficava sob a coordenação da Madame Margot.

AD: Você era uma prostituta?

CV: Uma profissional do SEXO pra ser mais específica. Éramos sete meninas, conhecidas também como as netinhas e a Madame Margot era a nossa vovozinha. Todos os dias eu batia ponto lá, mas minha mãe não sabia e por isso ela me batia, porque eu não falava pra ela onde eu ia todas as tardes.

AD: Tudo bem, você explicou a parte de ir pra casa da vovozinha. E quanto ao apelido de chapeuzinho vermelho?

CV: Pra falar a a verdade essa é a única parte da história que condiz com a realidade. Sempre que eu ia à "casa do vovó" eu usava um capuz vermelho para que ninguém me reconhecesse no meio do caminho, eu tinha uma vizinhas que eram muito fofoqueiras. Porque meu nome de batismo é Maria Gertrudes.

AD: Mas esse caminho era realmente deserto, no meio da floresta?

CV: Faz me rir querido, era uma ultra movimentada avenida. onde eu aproveitava pra ir fazendo contatos pelo caminho. Era lá que eu pegava os clientes e levava pra "casa da vovó".

AD: Ah, compreendo. E quanto ao Lobo mal, o que você tem a relatar sobre ele?

CV: Oh o Lobo! (chapeuzinho suspira) O Lobo era uma dos nossos melhores clientes, ela dava as melhores gorjetas. Só que o Lobo escondia um segredo, ele era apaixonada pela Madame Margot, isso o fez sofrer muito.

AD: Por que esse amor o fez sofrer? A Madame Margot não atendia ele?

CV: Não, ela não atendia nem a ele nem a ninguém. Ela era apenas a cafetina, não se envolvia com os clientes. Quanto ao sofrimento passado por ele, se deve ao seu instinto impulsivo, que fez com que certo dia ele se descontrolasse e acabasse entrando no quarto da Madame Margot.

AD: Hum! já entendi, foi aí que ele comeu a vovozinha?

CV: Isso mesmo, tá começandoa compreender.

AD: Bem acho que você já me explicou tudo, exceto por um pequeno detalhe: e o lenhador? onde ele entra na história?

CV: (lágrimas escorrem pela face de chapeuzinho) Essa é a parte trágica da história, quando eu disse que Madame Margot não se envolvia, é porque ela já tinha um envolvimento com o sócio dela na "casa", o também cafetão "Lenhador" [não me pergunte o porquê desse nome] que ao descobrir que o Lobo havia comido a nossa vovozinha reolveu matá-lo, foi muito triste, horrível, prefiro não falar detalhes sobre essa parte da história. (chapeuzinho pede mais um drink)

AD: Vou respeitar o seu momento. Mas me conte, como você está hoje? o que faz? onde trabalha?

CV: Hoje? hoje eu tô uma "puta velha", que ninguém quer mais, bebo igual uma égua brava, tô só o "pó". E meu trabalho é esse, ficar dando entrevista para revistas, jornais, tv e blogs famosos, como o seu (clima de conquista no ar). (risos)

AD: Obrigado pela entrevista, e por esclarecer sua história para todas essas criancinhas idiotas e alienadas pelo sistema, que acreditam em contos de fadas.

CV: Eu agradeço pelo "prazer" (fazendo um biquinho sensual chapeuzinho tenta me conquistar)de ser entrevistada por você. Eu quero mais é que essas crianças morram, miseráveis! (risada maléfica)

Ess foi um pequeno trecho (publicável) da "picante" entrevista que eu tive a honra de fazer com a Chapeuzinho vermelho ou melhor, Maria Gertrudes. Agora me sinto mais aliviado por ter exposto pro mundo a verdadeira história dessa moça, que hoje não é tão moça assim.


pra falar a verdade nunca foi, né.!!!




Alex D.